Maio 22 2009

«Perdigão perdeu a pena
não há mal que lhe não venha...»
L.V. Camões.

 

Há sempre um perdigão em nossas vidas
e uma ou outra pena que se esvai
e já no rol das penas decaídas
há também uma ou outra que não cai

O perdigão que sei, é de soslaio,
que vai cuspindo gritos e mordidas
Mais me parece já um papagaio
de feira, a cantar pústulas e feridas..

E é vê-lo, já sem graça, nas arenas
A sacudir-se, e à beira do jazigo,
ainda a adejar pícaras cenas

Ah pobre perdigão, ah pobre imigo...
Pior, muito pior que a perderes penas
É ver-te sem humor e sem juízo.

julieta lima
( Em :  As mulheres de Luiz Vaz )

 

publicado por adélia espírito santo às 22:40

Maio 22 2009

Vazia hoje a taça transparente
em que brindámos ambos com alegria
àquele amor tardio que nos juntava
na taberna de palha sobre a ria...


Vazia hoje a alma mas tão cheia
dos beijos prometidos  beijos dados
de abraços    de meiguras    de cuidados
que então guardei de ti na minha ideia


Mas é assim o amor e ainda bem
porque quem dá na hora o amor que tem
de si não deve mais que se orgulhar


Que chegue o amor e vá quando quiser:
cá estou sempre poeta p'ró cantar
Para o perder cá estou sempre mulher

Julieta Lima

publicado por adélia espírito santo às 22:17

Maio 22 2009

 

 Eu dir-te-ei ternura toda tanta

 que nunca hás-de saber o seu tamanho

 pois de sossego em ti é que me entranho

 A melodia em nós   é que me espanta

 

 Eu dir-te-ei carinho    raro    estranho

 bondade que só pode quem é santa

 ou quem demónio foi mas te garanta

 ter pra sempre cassado o desengano

 

 Eu dir-te-ei do céu que não sabias

 do colo ameninado que perdeste

 do amor que dessedenta e apazigua

 

 E saberás até ao fim dos dias

 ter encontrado o amor que já me deste

 na ternura que sei e é só tua

 

Julieta Lima

               

publicado por adélia espírito santo às 21:52

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